Friday, September 2, 2016

Da série alimentando meu blog diariamente (VIII)


Daqui só enxergo a fronteira do céu.
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Sou livre para o silêncio das formas e das cores.

(Manoel de Barros  in  "Os deslimites da palavra" -
(O Livro das Ignorãças, 1993)



 Hoje,o compositor Aldir Blanc,(link) faz 70 aninhos. 
Minha homenagem ao cantor está aqui.

E aqui, Aldir assina uma crônica impecável e que tem tudo a ver com o momento em que vivemos.

 Boa sexta (2/9) aos  meus amigos que passam por aqui.
Lau




Imagem com direitos @utorais.

Thursday, September 1, 2016

Janeiro,fevereiro,março,abril,maio,junho,julho,agosto,setembro ...


   "Outono é outra Primavera,cada folha uma flor".




  Os soundtracks saudando Setembro estão  a seguir:   .


Recadinho
 Peço desculpas aos amigos que me escreveram perguntando pelo blog nesse período em que esteve reservado.
Em um  post, mais à frente, enumerarei e declinarei os problemas que voltei a ter na "minha  tribuna virtual".
Estou fazendo a última tentativa para manter meu blog no ar.
 Um beijo aos amigos de fé que me acompanham há tantos anos.
Fico grata.
Feliz Primavera!
Lau



Imagem com direitos @utorais, by euzinha, e já publicada no Renascendo junto da citação de Camus. 
                                         Pode ser conferido aqui.

Wednesday, August 31, 2016

Rio, 31 de agosto de 2016

                                                                                      (Tarsila do Amaral)

Tem certos dias
Em que eu penso em minha gente
E sinto assim
Todo o meu peito se apertar
Porque parece
Que acontece de repente
Feito um desejo de eu viver
Sem me notar
Igual a como
Quando eu passo no subúrbio
Eu muito bem
Vindo de trem de algum lugar
E aí me dá
Como uma inveja dessa gente
Que vai em frente
Sem nem ter com quem contar

São casas simples
Com cadeiras na calçada
E na fachada
Escrito em cima que é um lar
Pela varanda
Flores tristes e baldias
Como a alegria
Que não tem onde encostar
E aí me dá uma tristeza
No meu peito
Feito um despeito
De eu não ter como lutar
E eu que não creio
Peço a Deus por minha gente
É gente humilde
Que vontade de chorar

(Chico Buarque) (link)

+++ 

(...) "Conheci a memória,
essa moeda que não é nunca a mesma.
Conheci a esperança e o temor,
esses dois rostos do incerto futuro”

(Jorge Luis Borges in Elogio da Sombra)
excerto

(Aos  brasileiros (patriotas) que assistiram hoje a uma cena que jamais esqueceremos:um golpe deslavado,covarde e traiçoeiro,um golpe ao Estado democrático de direito)

 Sem mais:




 Uma semana produtiva aos meus amigos de fé.
Um beijo
Lau





Imagem : "Operários" - Tarsila do Amaral (link)

Monday, August 29, 2016

"Sou como Edith Piaf, Je ne regrette rien" ... Série citações democráticas.


"Sou como Edith Piaf, Je ne regrette rien" (não lamento nada).
Não tenho frustrações, porque vivi como em um espetáculo.
Não fiquei vendo a vida passar, sempre acompanhei o desfile".

"Eu não fico na calçada pra ver o desfile passar. Eu vou junto".

"O sol pode apagar, o mar perder a voz, 
mas nunca morre um sonho bom dentro de nós".
(Mário Lago) (link)

"Há um mal econômico, que é a errada distribuição de riqueza.Há um mal político, que é o fato de a política não estar a serviço dos pobres".
(José Saramago (link)na epígrafe de  Ciência Política&Teoria do Estado)

"Sobrevivi à tortura e ao câncer. Mas a única morte que temo é a da democracia",

(Dilma Rousseff ,hoje (29/8), em sua defesa 
no Senado Federal contra o "Impeachment")


(À democracia do meu país,que vem sendo vilipendiada por interesses escusos da sociedade dominante:os ricos,os ditos poderosos da direita mafiosa)


O soundtrack está aqui.

Boa semana aos meus amigos que me leem.
Beijo
Lau



Imagem: Arte de Sinval Fonseca.(link)
"Ciência Política&Teoria do Estado by  Lênio Streck e José Luiz Bolzan

 * Temporariamente, o link dos comentários não será disponibilizado. (lau)

Saturday, August 27, 2016

"Alguém chamou minha mãe"...


Alguém chamou minha mãe e não pediu a mim
Alguém de algum Deus,algum querubim
Retirou-a de cena sem a minha permissão

Alguém arrancou-me o umbigo sem falar comigo
Alguém,de alguma misteriosa verdade, puxou-lhe o fio da vida,
A echarpe, a pipa, a idade.

Alguém anjo a levou pra compor outro coral
Alguém roubou de mim a sua voz e a sua música 
que era o meu melhor vento música 
que era o meu melhor vento 

Minha mãe não está na cozinha,no piano, na aula,na vizinha

Alguém desatarraxou daqui minha lâmpada maravilhosa
Agora não posso mais ter febre;
agora ninguém mais reza e não há compressa
( Elisa Lucinda (link) in "O Breu") 
excerto

(À minha querida mãe, que "luarizou-se" em um fatídico 27 de agosto,de quem sinto muuuuuita saudade)




Os soundtracks estão  aqui e  aqui
(Minha mãe tb ouvia com os olhos.E amava música clássica)
                                                       

                        
Recadinho
Obrigada  ao novo amigo que ancorou por aqui.
Seja bem-vindo!


Bom sábado aos amigos leitores. 
Gratidão pela audiência dessa semana.
Um beijo
Lau


Fonte: Letra de "O Breu",composta pela jornalista,atriz,poeta e cantora 
Elisa Lucinda. (+ 1 link)

Imagem: "The End Of " by Pixdaus e ♥  by Comunità Italiana:editadas no Picasa

Friday, August 19, 2016

"The Masked"





(Leticia Milesi Halle)

 Disclaimer

Hoje,deixo para os amigos que me leem um poema da minha gringuinha Leti.(link) Poema este que lhe rendeu um prêmio em uma Feira de Literatura promovida por sua escola.O poeta Manoel de Barros,com sua originalidade e inovação nas palavras, característica marcante do Grande poeta, dizia:"Olhar com ternura a criação e ver-se pago de tudo".
Esse também foi o meu olhar ao receber de Leticia seu "eu poemático" como sugestão de post para o meu blog.Citando o filósofo Zeca Pagodinho:
                             "sou feliz e agradeço por tudo que Deus (o meu) me deu".
Parabéns,Ticinha !!!!Obrigada,princesa. ♥ 

porque o som ,um de meus preferidos e da autora da linda obra,já bem badalado no Renascendo,está aqui.


Um bom fim de semana aos amigos super bem-vindos ao Renascendo.
Beijo
Lau



Imagem sugerida pela autora da obra.  Aqui tem mais sobre a autora.
@Todos os direitos reservados.

Sunday, August 14, 2016

Sobre a saudade da ausência ... (mix)


Imagens com direitos @utorais

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
Se partiste, não sei.
Porque estás,
tanto quanto sempre estiveste.

Essa tua,
tão nossa, presença
enche de sombra a casa
como se criasse,
dentro de nós,
uma outra casa.
No silêncio distraído
de uma varanda

E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim

ecoam ainda os teus passos
feitos não para caminhar
mas para acariciar o chão.

Nessa varanda te sentas
nesse tão delicado modo de morrer
como se nos estivesse ensinando
um outro modo de viver.

Se o passo é tão celeste
a viagem não conta

Os lugares que buscaste
não têm geografia.
São vozes, são fontes,
rios sem vontade de mar,
tempo que escapa da eternidade.

Moras dentro,
sem deus nem adeus.

Tem horas antigas que ficaram muito mais perto da gente do que outras,de recente data. 
O senhor mesmo sabe,meu pai.

(Ao meu querido pai com a devida licença de 


O soundtrack do dia e da noite  está aqui.


" Feliz noite do Dia dos Pais aos amigos leitores que passam por aqui".

 Uma semana produtiva para todos.
 Lau




Fontes: Carlos Drummond de Andrade em "Ausência", Mia Couto , em "Habitante" ,e João Guimarães Rosa em "Grande Sertão: Veredas"


 @Todos os direitos reservados