Day after, um post meio out of date,démodé,mas fazer o quê???"Espalhar"informação,já que essa é de utilidade pública.
More:se você receber uma ligação bizarra,bisonha em seu celular,é só encaminhar à Delegacia Virtual-(D.V.) que,rapidinho, rapidinho,localiza o/a meliante,como dizia um chefe com quem trabalhei.
(Minha homenagem à minha cidade.Onde nasci, meus filhos nasceram e multiplicaram-se).
Hoje,em seu aniversário, a jovem senhora de 448 anos será saudada ,mais uma vez, em ritmo de "valsa".
Essa canção é uma crônica de amor ao Rio de Janeiro. Realmente, seus versos iniciais : "Vento do mar no meu rosto / e o sol a queimar, queimar / calçada cheia de gente / a passar e a me ver passar" - têm a marca inconfundível do grande cronista que foi Antônio Maria,(link) um dos autores da letra, e bem poderiam servir de abertura a uma de suas crônicas.
Abrem, porém, uma das mais belas canções, entre tantas, que louvam o Rio de Janeiro, uma canção em ritmo de valsa, ao contrário da maioria que canta a cidade em ritmo de samba.
Interessante que nenhum dos autores de "Valsa de Uma Cidade" era carioca.Antônio Maria era pernambucano eIsmael Neto (link) paraense.
Esse samba do avião é tudo de bom de se ouvir quando se desembarca nessa Cidade Mavilhosa. ComTom(link) então... Eu que o diga ...quando fico longe do meu Rio de Janeiro.
Eaquia novidade, dentre muitas outras, desse ano. A minha cidade não estaciona, nem regride.
Vai pra frente. E vamos que vamos!!!
Viva o Rio de Janeiro! Vivaaaa!!
Um beijo para os meus amigos que passam por aqui,
LAU
Imagens:Cariocas da gema e de fé, editadas no Picasa(imagens com direitos autorais); Rio(Web) Jogo da Velha ( Gray Matter)
"Esse é tempo de partido (PO,PM,PT,P.d.v)
tempo de homens partidos.
percorremos volumes,
viajamos. Fogo."Sapatos".As leis não bastam.
Os lírios nascem das leis! (Carlos Drummond de Andrade)(link)
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(...)" E carecia optar,
Cada um optou conforme seu capricho,
sua ilusão,sua miopia". (Carlos Drummond de Andrade) (link interessante)
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Poema visual de Al Chaer
(...)"A sua antiguidade em preceder e sobreviver a sucessivas gerações telúricas: o seu predomínio noturno: a terribilidade da sua proximidade isolada dominante implacável resplandecente: os seus presságios de tempestade e de calma: o estímulo da sua luz, o seu movimento e a sua presença: a admonição das suas crateras, dos seus áridos mares,
do seu silêncio:
No sábado, Wilson Simonal, (link)se não tivesse luarizado-se estaria comemorando seu niver.Para homenageá-lo deixo Simona nessa clássica canção.
Recadinho
Olá, meus amigos que passaram por aqui e que me escreveram,desculpem pelo abandono do blog. Falta de tempo.:)
Para me redimir,deixo Drummond ao quadrado e James Joyce.
Beijos e boa semana!
Lau Milesi
Sobre o poeta Al-Chaer,clique aqui. Fontes: Poema "Nosso Tempo- Primeira estrofe e A Porta da Verdade". (Carlos Drummond de Andrade); "A Mulher e a Lua na visão" de Jayme Joyce.
Imagens:Poema Visual de autoria de Al-Chaer/ Barrage,homem "enfurnado" na caixa-by Lau (eu)_, feita em Buenos Aires/ Gata ou Gato,não sei o sexo) "Olhudo (a)", by Tumblr Rafa Milesi.
Você não precisa tomar um banho para estar no banho.Mesmo fora d´água,estamos mergulhados no aquário morno das nossas células.Você sabia que dois terços do peso do corpo humano vêm de um líquido que tem mais ou menos a mesma densidade e composição química da água do mar??
Quando nossos antepassados rastejaram para fora do oceano e se tornaram terrestres,trouxeram com eles enormes reservatórios de água suficientes para sobreviver à aridez da evolução.
Tomar um banho, portanto, é retornar brevemente a nossa condição original de seres aquáticos.
Quando dizem que temos muito mais em comun com os golfinhos do que com os macacos, há quem discorde. Mas a camada aerodinâmica de gordura que portamos sob uma pele sem pelos nos dá a leveza de um mamífero marítimo.Além disso,nossa postura ereta nos permite manter a cabeça fora da água.
Ao que parece,o ambiente líquido restaura também nossa capacidade natural de brincar com os sons.Quem ainda não se pegou brincando com água na boca? Ou submergiu seus ouvidos abaixo da superfície para escutar o barulhento mundo invisível: os glub-glubs em seu estômago, o pulsar da garganta, o zunido da água do banho.
E isso é perfeitamente visível também quando usamos o controle da respiração para mergulhar, assobiar e até gorjear como fazem os golfinhos.
Ao que parece,o ambiente líquido restaura nossa capacidade natural de brincar.Tanto que sujeitos normalmente tímidos e envergonhados cantam até no banho.
Psiquiatras também observaram que pacientes que não conseguem se comunicar em terra firme são capazes de emitirem sons quando imersos numa tina.As crianças também se deliciam na água. Como é difícil,muitas vezes, tirar uma criança de um banho.
Tomar banho na privacidade de seu banheiro,então, leva você a se conectar com seu Eu marítimo primordial, mas também lhe permite viajar na hidrosfera -nos 531 bilhões de metros cúbicos de água que circulam sobre ou perto da superfície da Terra.
Com o calor que faz no Rio de Janeiro e em outros estados do país,nossos Eus marítimos certamente agradecerão a quem curtir um, ou mais, belos banhos.
No grande esquema aquático das coisas a sua "canalização"é parte da Natureza,tanto quanto o orvalho numa teia de aranha ou uma tempestade prestes a cair a qualquer momento.
Já no Japão,acredita-se que a hidroterapia devolve a sáude - e dissolve o pecado. Cada uma...
Ah... se o papa renunciante ouve isso...
(Excertos de "A Arte de Tomar Banho",de Véronique Vienne,com alguns"baldes"de meus Eus marítimos.):):):)
Para acompanhar o tema deixo "Águas de Março",
numa bela "performance" de
Naquele país,os parlamentares funcionavam sem cabeça,e nem se davam conta disso.Os corpos moviam-se como se fossem dirigidos por uma central reflexiva e determinativa, no alto do pescoço, e tudo corria com normalidade- normalidade especial, não é preciso acrescentar.
Um dia, certo deputado reparou na falta de cabeça e sentiu-se constrangido. Já não fazia os gestos com a mesma perfeição, e experimentava o que se poderia chamar de dor de cabeça sem cabeça.
Convocou alguns colegas e mostrou-lhes que eles também precisavam recuperar o crânio perdido.Muita gente já observara o fenômeno e duvidava da legitimidade de representantes destituídos de parte do corpo tão importante como a cabeça.
Um dos colegas admitiu a lacuna de que padeciam todos, mas alvitrou que ela poderia ser corrigida com cabeças de papelão,que são mais leves.
_ Nada disso_falou o que tivera a iniciativa da recolocação _Temos de repor nossas cabeças verdadeiras.
Saíram à procura das ditas, e muitos não as encontraram.Outras tinham-se convertido espontaneamente em cabeças de alfinete.Umas tantas conservavam-se intactas e foram correndo instalar-se nos pescoços de seus donos.
Mas o Governo, prevenido daquele movimento, coçou a cabeça, meditou e decidiu:
_ Isso é que não. Para recolocar a cabeça no lugar, precisa autorização superior. E esta eu só dou lenta e gradualmente. Primeiro recoloque-se o "queixo". Mais tarde a boca. Depois o "nariz","olhos" etc. Mas só um olho de cada vez. E uma só "orelha" também. O "tampo" fica para o fim. Como correr dos dias vocês terão cabeças ótimas,até com ideias próprias.
O aparecimento de asteroides, identificados nos arredores de "Terracota", tornou-se tão frequente que o semanário "Retrolândia" passou a chamá-los de intrusos identificados.
Não mudavam suas aparências, distinguiam-se uns dos outros apenas por signos diferentes tatuados na testa, nos narizes, nas orelhas ...e até nos olhos e bocas.
Interessante que seus tripulantes entendiam-se normalmente, pareciam falar a mesma língua e entre eles reinava uma solidariedade que nenhum deles hesitava em realizar pequenos serviços (nem semprelouváveis,dignos de um respeitado convivío social,diga-se de passagem).
No fim de alguns meses de convivência pacífica, alguns dos tripulantes começaram a desconfiar que os asteroides não eram confiáveis e debandaram para outro planeta, até agora, por circunstâncias, não identificado pelos intrusos identificados.
( Lau Milesi)
E.T.
Re(contando) porque pedaço desse "conto" -Convívio,faz parte do livro "Contos Plausíveis",
de Carlos Drummond de Andrade, meu eterno parceiro).
"Disclaimer"
Com todo respeito,cada um tira,escolhe,opta por suas conclusões.
Hoje deixo Raulzito em uma das faixas
geniais: "Dentadura Postiça".
Bom fim de semana aos amigos que me visitam.
Um beijo
Lau
Falando em asteroides, em corpos celestes, aqui não temos também uma boa notícia.
Sobre Carlos Drummond de Andrade, o gênio que sofria de insubordinação mental,cliqueaqui.Ouacolá.
Já sobre o outro gênio, Raulzito Seixas quem quiser saber mais é só clicaraqui.
Imagem: Objetosidentificados by Pixdaus, Web (editados no Picasa).