Sunday, September 9, 2012

"Clarice...ando"...



 *...Não tenho tempo para mais nada, ser feliz me consome muito.

*O bom é ser inteligente e não entender.(Se é...)É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice.

*(...) A felicidade aparece para aqueles que choram.Para aqueles que se machucam.Para aqueles que buscam e tentam sempre.E para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam por suas vidas...

*Dar a mão a alguém sempre foi o que esperei da alegria.

*Ajo como o que se chama de pessoa realizada. (E sou.)

*Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho.

*Liberdade? É meu último refúgio, forcei-me à liberdade e aguento-a não como um dom...mas com heroísmo: sou heroicamente livre. 

(Excertos sequestrados de  obras de  Clarice Lispector, e com ligeeeeeeeiras adaptações)



Lau Milesi



 Para acompanhar a Grande Clarice, a Lispector, deixo Marisa Monte.(link com tudo sobre Marisa)



Um beijo para os amigos que passam por aqui. 
Uma semana produtiva. 

Bye...

Lau







Imagem: Pixdaus - "Princess Bride" .

Nesse site , encontra-se mais sobre a Grande e "tímida"  Clarice Lispector .

Fonte: Excertos sequestrados do livro A Hora da Estrela, e de outras obras de Clarice divulgadas na Web.



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 Recado (infelizmente)  :                                                                  

Meu post foi inspirado na newsletter que recebo da Casa do Saber, viu anônimo (a)  (visitante) indelicado (a) e covarde?!!!!!!!


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 Agora conteúdo, o que gosto, o que aprecio :

 Este curso apresenta uma visão dos contos de Clarice Lispector tomados de seus livros “Laços de família” e “A legião estrangeira”, escritos entremeadamente e publicados no início dos anos 1960 e os romances “A paixão segundo G.H.” e “A hora da estrela”. O programa abordará os contos em contraponto aos romances, analisará o lugar e o não lugar da mulher na obra de Clarice e, também, se é possível falar em uma escritura feminina.


4 encontros | segundas-feiras, das 20h às 22h
17/9.  “Laços de família”
24/9. “A legião estrangeira”
1/10. “A paixão segundo G.H.”
8/10. “A hora da estrela”

Quando: 17/9 a 8/10
Onde: Casa do Saber Jardins / Mario Ferraz
Quanto: R$ 260 na inscrição + 1 parcela de R$ 260

Infelizmente esses encontros acontecerão na Casa do Saber de  SP e não poderei comparecer.

Mas esse"aqui " quero fazer e recomendo a quem  mora no Rio.   

*José Miguel Wisnik é compositor,professor de literatura brasileira na USP e ensaísta. Publicou, entre outros, "Sem Receita – ensaios e canções” e "Veneno remédio – o futebol e o Brasil".

Thursday, September 6, 2012

" Convite à Vida "


e  a todos nós...que respeitamos a vida dos outros, do próximo.

É nisto que consiste
o existir:
insistir em ser feliz.

(Cecilia Segal)

                                                                                                                                                        


 Como a vida está,queiramos ou não, relacionada à morte,deixo hoje Freddie Mercury,da banda Queen,
que já virou estrelinha, luarizou-se como diria Quintana, e ontem completaria 66 anos.


Eu fui ao Rock in Rio de 85...
                                                              Brasil..., sil ... sil ... ♪♪♪


 *  E para  não passar em branco o Dia Sete de Setembro, dia da nossa Independência, deixo esse site que traz um poema hilário, de Murilo Mendes , "A Pescaria",que conta  peripécias de D.Pedro às margens do Ipiranga. 

                                                                      


 Um beijo para os meus amigos e um bom feriado!

 Até...

Lau



Imagem: Parade/Web
Fonte: Convite à Vida, de Cecilia Segal, faz parte da coletânea de poemas do Livro Agora- Poesia Crônica& Conto,  página 21- realização de Cairo Trindade                                        

Monday, September 3, 2012

"Pequenos Príncipes" ou poderia ser ... Um Setembro de Ternuras...


                                             "Minha brisa Solano e meu Sol Elio"
                               (Quando você diz que vai chegar às 11, às 10 nós já estamos sorrindo) 
                                                                   (Saint- Exupéry)
                                                                      E "smiles" e "smiles"... pra mim.

 Hoje li em algum lugar que um cubo de granito com uns trinta centímetros de aresta pesa cerca de cem quilos, e que um metro de muro com um metro de altura requer mais ou menos uma tonelada de granito.Vivemos com muros e muros de granito circundando o nosso mundo real , a nossa selva de pedra.

Traduzindo:somos rodeados por toneladas de granito nos protegendo. Isto no mundo real. E nem sempre estamos protegidos, alguns dirão. No que concordo. Imaginem no mundo virtual .

É...aqui, o nosso mundo é tão vulnerável. E não temos esses muros e muros de granito.Como somos vulneráveis!!!

Ao olhar para esse anjos,e ao receber esses sorrisos, fico imaginando como seria "o mundo" sem a presença desses pequenos príncipes.

E falar em Pequeno Príncipe nos lembra logo Saint Exupéry,que em sua bela obra nos mostra uma profunda mudança de valores,sendo que é essa mudança que nos remete aos equívocos nas avaliações e julgamentos que fazemos. 

Com a corrida do dia a dia, com as preocupações de adultos -muitos bizarros, como diz o Pequeno Príncipe, esquecemos a criança que um dia fomos...

Selecionei umas pérolas citadas por Saint Exupéry em seu livro o Pequeno Príncipe que, na minha opinião,devem /deveriam mexem bastante com a cabeça de alguns adultos.

-"Apesar da vida humana não ter preço, agimos sempre como se certas coisas superassem o valor da vida humana".

- “Os homens não têm tempo, compram tudo pronto.Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos”.

-Quando a gente lhes fala de um novo amigo, elas jamais se informam do essencial. Não perguntam nunca: “Qual é o som da sua voz? Quais os brinquedos que prefere? Será que coleciona borboletas?” Mas perguntam: “Qual é sua idade? Quantos irmãos ele tem? Quanto pesa? Quanto ganha seu pai?” Somente então é que elas julgam conhecê-lo. Se dizemos às pessoas grandes: “Vi uma bela casa de tijolos cor-de-rosa, gerânios na janela, pombas no telhado…”elas não conseguem, de modo nenhum, fazer uma ideia da casa. É preciso dizer-lhes: “Vi uma casa de seiscentos contos”. Então elas exclamam: “Que beleza!” -

-“É preciso enfrentar algumas larvas se quiser conhecer as borboletas".


-“Tomara a sério palavras sem importância, e se tornara infeliz".

- "Só conheço uma liberdade, e essa é a liberdade do pensamento".

( Excertos do  Pequeno Príncipe- Saint Exupèry)

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 Já no  livro O Retorno do Jovem Príncipe, o autor diz:


— Parece que nós precisamos de um monte de coisas para sermos felizes — disse o Jovem Príncipe.
— Na verdade, não precisamos — contrapus rapidamente. — A felicidade é oriunda do ser e não do ter; de apreciarmos o que já possuímos, não de tentarmos conseguir o que não temos. Muitas vezes, o que não temos pode ser uma fonte de felicidade, pois permite que outros indivíduos complementem nossas posses. Se fôssemos tão perfeitos a ponto de ter tudo, como poderíamos nos relacionar com os outros? Alguém disse uma vez que não é nossa força que nos aquece durante a noite; é nossa ternura que faz com que outras pessoas queiram nos proteger.  

( Excerto do O Retorno do Jovem Principe, de Alejandro Guillermo Roemmers ).


L.M.



Como a Primavera já está perto-mesmo não sendo a  minha estação preferida,deixo esta canção,"Sol de Primavera",com a Banda Catedral  (link).E no jeitinho dos meus príncipes, dos meus anjos.

* De Sol eu gosto.




Recadinho 
  
 Um beijo para os meus amigos que passam por aqui e desculpem o post enooooorme. Mas lá vou eu ser repetitiva : sou insistente, não quero e nem vou abandonar o blog...mas não tenho tido tempo para alimentá-lo como no passado. Ele, " o tempo". Sempre o eterno "tempo". O que vem...e vai...Quando sobra um pouquinho tenho que  fazer uso desse tempinho.E foi o que fiz: extrapolei nos caracteres.:) Sorry. 



Os aquis: :)

Fontes:
Pequeno Príncipe, de  Saint Exupèry .
O Retorno do Jovem Príncipe, de Alejandro Guillermo Roemmers. (nesse link  pode-se ver o booktrailler) . 

 Sol de Primavera,  de autoria de Ronaldo Bastos (link) e Beto Guedes.(link)


*Alejandro Guillermo Roemmers, nasceu em Buenos Aires em 1958 e começou a escrever ainda menino. Sua poesia foi objeto de numerosas publicações e honrarias. como informa o site acima.

 Imagens captadas por mim e com direitos autorais. 


  Geng.exposta,olha o brinco. Observe o ano. É ou não é ?  Q vergonha!! 

Friday, August 31, 2012

"Um Reposting e Um Thanks "


Sobre a poeira dos abraços
Construo meu rosto
Entre a mão e o que ela fere
O pueril sopra seu fogo
Oficina impiedosa
Esta Alquimia é real.

14/12/52

(Ferreira Gullar ) 




E.T.
Thanks a quem passou por aqui e clicou um montão de vezes nesse post de 2010. A-do-rei tê-lo à tona. Desculpem,ando tão sem tempo para o blog e sem inspiração que esses cliques caíram como uma luva: resolvi  fazer um flashback .^-^Sem contar que Gullar, o autor, também merece .




Para acompanhar Gullar, hoje, deixo James Taylor em sua apresentação no Rock in Rio de 1985.


                                                                 

Um beijo para os meus amigos .
Bom fim de semana!!

Lau


Imagem: face and leaf

José Ribamar Ferreira Gullar - São Luís (10 de setembro de 1930)- É um dos maiores poetas brasileiros de todos os tempos . Com dezenas de livros publicados, o poeta maranhense é conhecido pela crítica e pelo leitor, em geral, por seu tom, que mistura o lírico e o social, sempre trazendo denúncias contra os governantes, separando muito bem quais são os dominantes e quais são os dominados. É dono de uma alentada obra, que vai de poemas a ensaios, passando por peças teatrais, prosa experimental, roteiros para telenovelas, traduções e crônicas.Enfim, um poetaço!

Tuesday, August 28, 2012

" Salvo Se" (Encerrando Agosto Com Crônicas de Drummond)



Ganhou o apelido de Salvo Se porque, ao ser convidado para qualquer coisa, respondia invariavelmente:

_  Topo, salvo se fizer mau tempo.
  
_ A meteorologia anunciou bom tempo, não há perigo.

_ Então ótimo, salvo se eu quebrar uma perna .

 _ Afasta esse azar, não vai quebrar perna nenhuma.

 _ É o que espero, salvo se houver um buraco no caminho.

E assim por diante.Gostava de abacate, salvo se aparecesse laranja-lima.Viajaria para Maceió, salvo se desistisse à última hora .No fim de certo tempo, já não prometia nem planejava nada. Era tudo salvo se, e o salvo se acabou por impedi-lo de qualquer gesto.

Explicava :Não posso desistir do salvo se, salvo se deixasse de existir salvo se na vida.

    (Carlos Drummond de  Andrade, meu  Grande parceiro )


 Disclaimer: 
Existem,é verdade, pessoas que insistem em utilizar determinadas expressões, têm ideia fixa.
E há  quem tenha ideia fixa ou alma pequena e implique com  pessoas (determinadas). 
Meno male a primeira opção, não é pessoal ? :)
Vida que segue...




Hoje vou  deixar  Madonna. 
Tenho  a impressão de que Drummond  curtiria BODERLINE.


                                                              lá...lá...lá...lá... ♪♪♪♪

Recadinho:

 Escolhi essa foto para homenagear Drummond e agradecer a esse poetaço, mesmo já tendo virado estrelinha, sua companhia durante esse mês.Meu super obrigada, também, aos amigos que  passaram por aqui, e aos que chegaram ontem .
Sejam bem-vindos!!  
Esta foto é super polêmica. Há quem diga que o rapaz ao lado de Drummond estava de pilequinho.Eu não afirmo : Salvo se estivesse ao lado dele ...ou sentindo o bafo. ☺

Um beijo e boa semana.

Lau




Imagem: Editada no Picasa -Praia de Copacabana.(link) retirada da Web. Procurei muuuuuito o autor, mas não encontrei.Sou a favor da bandeira dos direitos autorais.Abomino plágio. É crime.
Fonte: Contos Plausíveis, pág, 158.

Friday, August 24, 2012

" O Amor Das Formigas" (Série Agosto Com Drummond)




O amor das formigas, você já observou o amor das formigas?

-perguntou Otávio a Isadora. Não, Isadora nunca observara o amor das formigas.

-Nem eu-confessou Otávio.- Aliás, nunca ninguém observou o amor das formigas-sentenciou.

-Mas os entomologistas...- ponderou Isadora.

-Os entomologistas pensam que observam -retrucou Otávio-, mas as formigas são muito discretas.Não são como os homens e as mulheres, que amam em público.

A conversa continuava nessa trilha de formiga, em zique-zague, quando uma formiga apareceu na ponta da toalha da mesa e foi subindo. Outra formiga veio em seguida. As duas caminharam às tontas, depois juntaram as cabecinhas num movimento elétrico, e se afastaram, cada uma para o seu lado.

-Você acha que elas se amaram? - perguntou Isadora.

-De modo algum - respondeu Otávio. -Trocaram sinais de serviço, apenas. E daí, querida, ninguém ama com a cabeça, é exatamente o contrário, a cabeça atrapalha.

-Pois eu acho o contrário do contrário - disse Isadora. - As formigas podem ser mais evoluídas do que nós, e amar acima do coração, de um modo perfeito.

Mas a conversa não conduzia a nada, e os dois tomaram chá.
 
 (Carlos Drummond de Andrade, (novo link) meu parceiro, pariceiro, amigo de fé.)
 
 


Tem dobradinha outra vez:  

 Hoje deixo Zelia Duncan
Esse vídeo já rola por aqui  há mais de 2 anos.
Não fiquem com raiva de mim, please, é porque gosto muito dessa letra. E como não consegui nada mais bonito com formiguinhas, só com abelhas, fica esse .:)



..os búzios
 
 
E Sal da Terra, que é um chamado à realidade 
cruel e covarde
que vivemos nesse mundo.
Grandes Beto Guedes ,(link) e  Rogério Flausino, da Banda Jota Quest.(link)


                                                                 
                                                             Anda! ♪♪♪
                                                 Quero te dizer nenhum segredo...
 

Um beijo e bom fim de semana para os amigos que passam por aqui!
 
Lau ♥
 

 
 Os aquis:

Aqui tem uma curiosidade .
E aqui  pode-se ler sobre formigas.
 

Fonte: Contos Plausíveis, de Carlos Drummond de Andrade- pág. 113. Editora  Record.
 Imagem: Pixdaus- "Just Cup of Tea..."

p.s. Drummond querido, como esse seu post agradou. Vivaaaaaa!!!Me divirto.

Monday, August 20, 2012

"Sobre a Opinião Pública" ( com outro título e ainda na série Contos Com Drummond)


 "A Opinião Pública em Palácio"


O Rei fartou-se de reinar sozinho e decidiu partilhar o poder com a Opinião Pública.

― Chamem a Opinião Pública ― ordenou aos serviçais.

Eles percorreram as praças da cidade e não a encontraram. Havia muito que a Opinião Pública deixara de frequentar lugares públicos. Recolhera-se ao Beco sem Saída, onde, furtivamente, abria só um olho, isso mesmo lá de vez em quando. Descoberta, afinal, depois de muitas buscas, ela consentiu em comparecer ao Palácio Real, onde Sua Majestade, acariciando-lhe docemente o queixo, lhe disse:

― Preciso de ti.

A Opinião, muda como entrara, muda se conservou. Perdera o uso da palavra ou preferia não exercitá-lo. O Rei insistia, oferecendo-lhe sequilhos e perguntando o que ela pensava disso e daquilo, se acreditava em discos voadores, horóscopos, correção monetária, essas coisas. E outras. A Opinião Pública abanava a cabeça: não tinha opinião.

― Vou te obrigar a ter opinião ― disse o Rei, zangado. ― Meus especialistas te dirão o que deves pensar e manifestar. Não posso mais reinar sem o teu concurso. Instruída devidamente sobre todas as matérias, e tendo assimilado o que é preciso achar sobre cada uma em particular e sobre a problemática geral, tu me serás indispensável.

E virando-se para os serviçais:

― Levem esta senhora para o Curso Intensivo de Conceitos Oficiais. E que ela só volte aqui depois de decorar bem as apostilas.


 ( Carlos Drummond de Andrade,(link) meu eterno, querido  e inesquecível parceiro.)
   
 Disclaimer:
Opinião e bumbum, na minha opinião, 
e blog ...cada um tem o seu um.
Isso foi pra rimar.:)
 Esse Drummond é de lascar... :)
 
 


 
Hoje vou exagerar:
Deixo o grande Djavan (link):




Giovanca (link)




E os também grandes:
Vanessa da Matta (link) e  Ben Harper.(link)




Uma semana produtiva, pra lá de (costuma-se falar aqui no Rio) para "os meus amigos" que passam por aqui.

Bises

Lau ♥...






Imagem: Flirting with the Sun, by Pixdaus.
Fonte: Contos Plausíveis, de Carlos Drummond  de Andrade., página 42-Editora  Record.