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Wednesday, September 30, 2009

Uma Blogueira em Amsterdam



Como será Amsterdam, essa era a pergunta que eu me fazia a todo instante. A curiosidade aumentava a cada estação que o trem, que me levava à capital da Holanda, dava uma parada. Mas ao chegar pode-se logo constatar que é um lugar realmente especial. Construída abaixo do nível do mar, a cidade é charmosíssima com seus lindos canais e para onde se olha,se vê prédios muito bonitos.

São prédios com as fachadas estreitas, muitas janelas e um colorido diferente, mas com cores que não brigam,como dizem os estilistas, que fazem bem aos olhos.Os prédios históricos são maravilhosos, com um design meio medieval e datam do século XVII.

É interessante de se observar esses prédios porque eles parecem que são tortos, inclinados para frente e todos eles têm uns badulaques em cima. Uma espécie de ganchos que depois descobri que são úteis para que as pessoas possam fazer suas mudanças. Os prédios são realmente muito estreitos
.



O idioma é complicado (flamengo, também) mas em geral os holandeses se comunicam muito bem através do idioma da terra de Obama com o "allochtoon" (estrangeiro, em holandês) que visita a cidade.

A cidade

Como a cidade é toda cercada por canais, pode-se ver ao longo desses canais algumas embarcações que são utilizadas como "casas/lares"para os mais "aventureiros" ,digamos assim. De acordo com Sebastian, o simpático gerente do hotel em que fiquei hospedada, a maioria dos habitantes desses barcos (foto abaixo) são casais homossexuais, mas pode-se ver também algumas famílias tradicionais. Esse "habite-se", segundo o gerente do hotel, é dado pelo governo.


Na cidade de Amsterdam há um graaande número de bicicletas.Elas se misturam aos "troleybus", carros e mesmo aos transeuntes e se integram não só ao cenário da cidade como ao contexto tráfego. Lá, as "magrelas" respeitam os sinais de trânsito e não há o perigo de se sofrer um atropelamento by bike. Coisa que os ciclistas de beira de rua daqui do Rio e de outras cidades deveriam aprender.E as autoridades também, pois já está passando da hora dos prometidos investimentos para se criar mais ciclovias na cidade. 

Um detalhe que me chamou a atenção foi a elegância de alguns homens e mulheres ao circularem com sua bicicletas.Pode-se ver mulheres com saltos altíssimos, de botas, super bem vestidas, e homens, também, com seus elegantes ternos, em cima das suas bikes como se estivessem numa Ferrari.

Museus

Além da arquitetura que mais parece um monte de peças daqueles jogos infantis de montar castelos ,do povo (lindo) e dos belos canais, a cidade é repleta de museus. Entre os mais famosos incluem-se o Museu Rijksmuseum (um dos principais museus da Europa) que tem antiguidades e pinturas de artistas holandeses renomados, inclusive o famoso quadro “A ronda da noite”, de Rembrandt, pintado em 1642 e o auto-retrato de Van Gogh; o Museu de Vincent Van Gogh, o Museu Nacional , o Stedelijk Museum ( com Monet e Cèzanne -um espetáculo), a Casa de Rembrandt e a Casa de Anne Frank. 

O turista que estiver na rua próxima ao museu Van Gogh ouvirá, a cada 10 minutos, através de um alto-falante, uma voz suave alertando que deve estar atento à sua bolsa ou mochila, porque na região há "carteiristas", ou seja, batedor de carteiras. 

Como diria um chefe que tive, "meliante" encontra-se em qualquer lugar do mundo. Não é só no Brasil. 

Eu adorei circular por todos os museus, mas senti uma energia diferente na Casa de Anne Frank. Anne Frank foi uma das milhões de vítimas da perseguição aos judeus na Segunda guerra Mundial. Dá um frio na espinha quando se percorre a casa e se vê os cômodos em que a família ficou escondida para fugir dos alemães. Senti um aperto na garganta ao ler as comoventes cartas que Otto Frank, pai da menina e único a sobreviver,escreveu para parentes na esperança de reencontrar Anne FranK. 

Anne morreu de febre tifóide um mês antes da libertação dos judeus. Lamentavelmente, não se pode fotografar internamente. Só na entrada da casa.Esse museu me marcou também porque voltei no tempo ao lembrar do livro Diário de Anne Frank ,que dei de presente à minha filha Alessandra quando ela era adolescente. E ela amou a história de Anne Frank. E eu também gostei muito do livro, que já foi traduzido para mais de 65 línguas/idiomas.Além desses museus existem outros, como o Madame Tussaud - o Museu de Cera-,o Museu do Sexo e outros. A fotos do Museu de Cera e do Museu do Sexo são hilárias.Prometo fazer uma sessão privé. [rs]. Aliás, desde mil quinhentos e antigamente já existiam tarados. Constatei isso ao ler e ver uns documentos no Museu do Sexo. [rs]Em geral os museus são todos bem equipados com vídeos e fones (pagos, lógico) para que o visitante receba as informações exatas do que está observando. Ah...uma dica importante é que caso o turista seja jornalista deve levar sua carteira atualizada para ter sua entrada liberada. Parece bobagen, mas não é não. Faz-se uma boa economia. Em geral os ingressos são acima de 13 euros. Com o euro a quase três reais... e visitando quatro museus por dia, é uma graninha que se economiza. E quem recebe salário em "R$", então, tem mais é que correr atrás desses descontos. 

Mesmo com essa aura histórica e cultural, percebe-se de longe o ar super liberal da cidade. Na Holanda o uso de drogas leves e o casamento entre homossexuais são legalizados. Vi bastante casais circulando .

Atrações

A cidade é repleta de coffee-shops. Uma atração imperdível é o IceBar , que fica próximo à Dam Square e simula um ambiente a - 8 graus C. Os drinks são servidos em copos feitos de gelo. Super diferente. 

Outro ponto interessante de Amsterdam é o Red Light, um bairro de prostituição que é atração turística.Mas é muito bizarro, porque que não se vê somente homens. Mulheres e até adolescentes se misturam às pequenas vielas do bairro.

 E as moças de vida difícil - e não fácil, como costumam dizer -podem ser vistas  em trajes mínimos através de vitrines.

Eu diria que vale a pena conhecer Amsterdam. Ela é tão diferente que parece  não ser real. Me deu uma vontade de morar em Amsterdam...Mas só por alguns meses.A cidade é muito linda... mas o Rio de Janeiro também continua lindo. 


Um beijo e, conforme prometi, aí está minha aventura.


E.T. O próximo post será sobre Veneza e paro, tá? É chatinho, né?
 

Não estou conseguindo formatar meu texto, desculpem. Desculpem, também, o tamanho do post, mas hoje tive um tempinho e quis fechar Amsterdam.



Cristina Lobsen---. checado

Sunday, July 26, 2009

SALADA ARTÍSTICA


O Nascimento de Vênus', de Botticelli, foi uma das obras escolhidas pela artista em sua homenagem às mulheres que gostam do lar (Foto: Ju Duoq )

Se há á uma coisa que me frustra é não ter habilidade para “arte”. Não aqueeeela "arte" que fazíamos quando criança. Essa eu sabia fazer e com “selo de qualidade”. Coitadinha da minha santa mãe... Mas a arte de criar, pintar um quadro, por exemplo, nunca consegui. Quer dizer...pintei muitos quadros pequenininhos...mas ninguém reconhecia o que estava pintado.

Quando cursei a Escola Normal(formação de professores) cada vez que chegava com um trabalho manual meu pai logo me perguntava se eu realmente havia feito . Não acreditava que tivesse sido a autora. Realmente, era um sacrifício pra mim criar algo e mais difícil ainda que fosse destaque em um mural da escola.rs Definitivamente e lamentavelmente , não tinha, não tenho e jamai terei essa habilidade. Já me conformei.
Mas, mesmo assim, aprecio ... e muito, arte. Amo quadros, telas, pinturas e não perco uma exposição.
Ontem, lendo a BBC News, encontrei uma matéria super interessante. Uma artista chinesa chamada Ju Duoqi,que gosta de brincar com comida, conta que descobriu mais uma finalidade para legumes e verduras, além do valor nutricional. E que descoberta!!! Com eles, a artista recriou telas de artistas famosos posicionando com cuidado batatas, gengibre, couve, tofu, cebolas e pepinos.

Um espetáculo, na minha opinião. Nunca pensei em ver obras como a Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, retratada dessa maneira.
E tantas outras como: “ A Liberdade Guiando o Povo', de Eugène Delacroix , que tornou-se 'A Liberdade Guiando os Legumes' num recriação bem humorada da chinesa :



Além do imponente Napoleão, de Jacques-Louis David, que aparece aí embaixo, montado em batatas .
E até o tão famoso quanto o retratado, o alho poró,entrou em cena no auto-retrato de Van Gogh. Perfeito, vejam só:


As fotos das obras de Ju Duoqi foram reunidas em uma coleção que ela chamou de "Museu do Legume"e está exposta na Galeria de Fotografia Paris-Pequim, na capital chinesa. .

Para a artista, que estudou na Escola de Belas Artes de Sichuan, legumes e verduras não tinham apenas valor nutricional, mas também artístico:

"No verão de 2006, eu comprei alguns quilos de ervilhas e fiquei sentada lá, quietinha, por dois dias, descascando, antes de colocá-las em um arame e transformá-las em uma saia, uma blusa, um adereço para a cabeça e uma varinha mágica. Eu usei controle remoto para tirar uma foto de mim mesma vestida com eles", contou Ju Duoqi.

De acordo com a matéria , diferentes formas e cores dos vegetais, com um pouco de arranjo, alimentam a imaginação da artista. Mas ela não usa apenas frutas e legumes frescos - secos, murchos, em conserva, fritos ou fervidos também são usados no trabalho.

A artista chinesa associa os legumes e verduras à vida doméstica e disse que achou "uma forma de vida para as mulheres que adoram a casa". Uma boa dica mesmo para quem tem habilidade manual .

Parabéns para a artista chinesa!

Um beijo e boa semana para todos.

Lau Milesi

p.s o post está todo fora de configuração. Não sei o motivo. Sorry.

Fonte: BBC News Fotos: Ju Duoqi
Hahahaha , adorei rever esse post. 😂😂😂