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Tuesday, April 6, 2010

Ainda sobre a Chuva...


... não a poética, do post de ontem. A dessa madrugada, que se estendeu durante todo o dia, que vem fazendo dezenas de vítimas na cidade do Rio de Janeiro e em toda região metropolitana .


Hoje estou melancólica e suspirosa [...] choveu muito,
a água invadiu este porão de lembranças, bóiam na enxurrada a caminho do rio.
Deixo que naveguem, pois não as perderei.
O rio é dentro de mim.

(Adélia Prado, in: Filandras)


Ao meu Rio de Janeiro... (click)

Um beijo, amigos, estou muito triste hoje.

Lau

* clique nos links em destaque e mantenha-se informado sobre a violenta chuva que caiu sobre o Rio.

Adelia Prado, escritora e poeta mineira (13/12/1936). Sua obra recria com uma linguagem despojada e direta, frequentemente lírica, a vida e as preocupações dos personagens do interior de Minas. Adélia Luzia Prado de Freitas nasceu em Divinópolis. Aos 14 anos, já escreveu seus primeiros versos.
Imagem: "tears in river"

Monday, April 5, 2010

Sobre a Chuva ...

clique para ampliar


Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol.
Ambos existem; cada um como é.


(assim como cada um de nós, não é amigos?)

(Alberto Caeiro in, "Dia de Chuva"- Poemas Inconjuntos)







Alberto Caeiro (16 de Abril de 1889 - 1915) poeta português , considerado o Mestre Ingénuo dos heterônimos e do próprio Fernando Pessoa, apesar da instrução primária . Poeta ligado à natureza, que desprezava e repreendia qualquer tipo de pensamento filosófico, afirmando que pensar obstrui a visão ("pensar é estar doente dos olhos"). Proclama-se assim um anti-metafísico. Afirma que, ao pensar, entramos num mundo complexo e problemático onde tudo é incerto e obscuro.


Imagem: "rainy days", by pixdaus.


Itálico



Em Tempo

Mais doi selinhos para a minha coleção. Muito obrigada !
Esse veio da amiga Zilda Santiago, do blog http://zildasantiago.blogspot.com/ .

E esse veio da amiga Graça Pereira, do blog http://zambezianachuabo.blogspot.com/ .
Aproveito para oferecê-los aos amigos que passam por aqui. Fiquem à vontade.



Uma boa semana para todos os amigos.

Um beijo


Lau

Monday, December 7, 2009

As lágrimas são a chuva da gente ...


É preciso chorar.
As lágrimas são a chuva da gente,
nuvens do nosso tempo íntimo
precisam desabar.
É preciso chorar,
Lágrimas são os rios do ser,
as cachoeiras da gente,
mudam nosso tempo simples,
atualizam o nosso mar.
É preciso chorar,
é preciso à natureza copiar,
é preciso aliviar e molhar
a seca do coração.
Se não chover vira sertão,
morre homem, morre gado,
morre plantação.

(Elisa Lucinda)


Um beijo para os amigos que passam por aqui e uma boa semana ... sem "a chuva da gente".


Lau


LUCINDA, Elisa. "Mar adentro". In: A fúria da beleza. Rio de Janeiro, RJ: Record, 2006, p. 268.
Elisa Lucinda é poetisa, jornalista, cantora, e atriz brasileira.
Imagem : nothing, by Svletana.

Agradecimento

Agradeço à amiga Angela, do blog http://entremeios-angela.blogspot.com/ o belo selo "HISTO é HISTÓRIA" que me foi entregue.
Adorei!!