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Friday, May 6, 2011

A um amor sem complicações...




A meu primeiro amor, minha mãe, 
no colo de quem aprendi a única história de amor sem complicações.

(Cristina Rosetti)
 (reposting)
(Mãe, afinal, é pra sempre...)




 
Uma  homenagem à minha querida mãe, que virou estrelinha há três anos e 9 meses e  de quem sinto muuuuuuuita saudade; à minha querida filha; às minhas  noras ; às amigas que são mães; às que não são; às avós, e aos amig"os" que, muitas vezes,exercem o sublime papel de " mãe ". Conheço muuuuitos .

Vale lembrar (com muita tristeza) que, de uns tempos pra cá, passamos a ver  mães  que  se  "desfazem” de seus filhos da forma mais cruel que se possa imaginar, o que derruba literalmente a citação da poetisa inglesa. 

O programa Profissão Repórter, comandado pelo grande jornalista Caco Barcellos, ratifica  aqui  o meu  triste e preocupante alerta. 

Desculpem  esse" tom menor", mas nem todos tiveram/ têm a mesma sorte do que muitos de nós.

Um beijo e um domingo feliz para todos os amigos que  me visitam.

Com carinho:
 
Lau






Imagem: Mother Hood  (que eu amo de montão,by Pixdaus.Desculpem, mas a mensagem é  mesma do ano passado.

Christina Georgina Rossetti, (1830–1894)-foi uma das mais importantes poetas inglesas, nasceu em Londres e era uma dos quatro filhos de pais italianos. Seu pai era o poeta Gabriele Rossetti.Christina foi educada em casa com sua mãe, Francisca.Entre suas obras mais conhecidas está o poema "Remember".

Sunday, January 10, 2010

"Ôôôô mãe"



POEMA ESQUISITO

(Adélia Prado)
Dói-me a cabeça aos trinta e nove anos.
Não é hábito. É rarissimamente que ela dói.
Ninguém tem culpa. Meu pai, minha mãe descansaram seus fardos,
não existe mais o modo
de eles terem seus olhos sobre mim.
Mãe, ô mãe, ô pai, meu pai. Onde estão escondidos?
É dentro de mim que eles estão.
Não fiz mausoléu pra eles, pus os dois no chão.
Nasceu lá, porque quis, um pé de saudade roxa,
que abunda nos cemitérios.
Quem plantou foi o vento, a água da chuva.
Quem vai matar é o sol.
Passou finados não fui lá, aniversário também não.
Pra quê, se pra chorar qualquer lugar me cabe?
É de tanto lembrá-los que eu não vou.
Ôôôô pai
Ôôôô mãe
Dentro de mim eles respondem
tenazes e duros
porque o zelo do espírito é sem meiguices:
Ôôôôi fia.


(Dedicado àquele anjo da guarda especial que me amou e cuidou de mim por muitos anos... minha mãe Maria.
Hoje, faria 82 anos.
)
Lau
Um beijo e um bom domingo para todos .


Adélia Prado, poeta e escritora brasileira.
Imagem by Pixdaus: Mother hood